julho 17, 2012

Entrevista: Aline Negosseki Teixeira





Aline Negosseki Teixeira é uma jovem escritora paranaense, nascida em 24 fevereiro de 1986, na cidade de Umuarama. Cresceu em São José dos Campos, Vale do Paraíba, SP e retornou no início da fase adulta a terra natal, vivendo agora em São José dos Pinhais. Formou-se em Pedagogia por vocação e é apaixonada por pesquisa e História do Brasil.Vamos conhecer um pouco mais da Aline?




Lady Graciosa: Quem é Aline Negoseki Teixeira?
Aline Negoseki: Alguém que na terra foi criada no gênero feminino, sonhou em ser mãe desde que se entendeu por gente, em encontrar um grande amor, em publicar um livro, em ter amigos, em ser professora, em ter um canto para chamar de seu. Uma pessoa intuitiva, sonhadora, romântica, etérea, cheia de interrogações, que acha a diversidade uma das maiores belezas desse planeta, contemplativa, apaixonada... Alguém que teme as adversidades, mas tem coragem para enfrentá-las, que ama muito pessoas e bichos, lugares e letras, obras de arte e antiguidades. Gosta de ovelhas, mãe coruja, e com um otimismo praticamente inabalável, embora muitas vezes se entristeça com certas coisas que, porém, não têm o poder de derrubá-la.

LG: Quando começou a escrever?
AN: Aprendi a escrever entre 6 ou 7 anos. Mas antes disso, difícil determinar quando começou, eu já “escrevia” minhas histórias com rabiscos, desenhos, oralmente...

LG: Você se inspira em alguma autora?
AN: Gosto da autora canadense Elizabeth Thornton, da poetiza goiana Cora Coralina mas, principalmente me inspiro no autor Erico Verissimo que vivia a vida com olhos analista de... romancista.

LG: Como seleciona os temas para suas histórias?
AN: De ideias soltas, aleatórias, que se combinam na hora da criação.



LG: Qual o tema que você ainda não trabalhou, mas pretende no futuro?
AN: Na verdade, eu nunca pensei nisso. Mas, penso em um dia escrever histórias que falem de relacionamentos de amizade como tema central ao invés de relacionamentos passionais.

LG: Em que momentos você escreve? Como as histórias surgem para você?
AN: Quando dá! rsrs! Antigamente eu gostava do silêncio da noite. Naquele tempo... Eu tinha um pequeno escritório. Mas, depois, com reformas, ele se foi, nasceu minha segunda pimpolha e sempre tem elas ou a casa para cuidar, artesanato (adoro) para fazer. Então, quando sobra um tempinho, eu caio no PC para escrever um pouco alguma ideia que está pipocando.

LG: Já lhe faltou inspiração para terminar um livro?
AN: Sim! Vários! Alguns deles ainda estão inacabados.

LG: A comunidade Adoro Romances lançou várias escritoras. Algumas outras comunidades surgiram como espaço para postagem de romances, o que você acha disso?
AN: Eu achava muito válido e divertido. A pressão das leitoras querendo mais e mais era um fermento para eu produzir. As amizades feitas ali foi uma alegria a parte e tudo junto. Porém o tempo passa, as coisas mudam (são poucas as coisas que duram para sempre), vieram novas invenções na internet e, assim, vamos crescendo, aprendendo. Mas, tem vezes, dá uma saudade da cumplicidade dos dias “dourados” da Oficina Romântica.

LG: Qual o primeiro romance que você postou? Como foi?
AN: Foi “De Amor e Destino”. Meu segundo romance escrito e concluído. Foi com ele que eu conheci várias leitoras e escritoras muito queridas. Com ele que eu senti que escrever era o que eu mais queria fazer (mesmo!). Que eu adquiri ainda mais confiança, por conta do incentivo daquelas que estava gostando do meu texto. Foi com ele que eu também conheci bastante de mim mesma!



LG: O último Baile do Império é um romance de Época. Foi difícil de escrever?
AN: Um pouco. Como foi o primeiro, não sabia bem ainda onde pisar, tinhas receios de escrever bobagem. Por ser de época dificultava porque eu não tinha internet em casa e usava na minha mãe e na minha sogra. Anotava o que queria saber para pesquisar quando fosse à casa delas. Também precisei aprender o modo “antigo” de falar, como conjugar os verbos... Tudo para dar uma ambientação convincente. Mas, também foi emocionante. Ia descobrindo a cada cena como é formidável esse novo mundo da criação literária. Sentimo-nos poderosas, cheias de alegria por “resolver” os problemas da protagonista. Por com nossa imaginação e ato físico de escrever nos transportamos para mundos que nós mesmas inventamos.

LG: Você também escreve poesias e contos, conte-nos sobre isso.
AN: Com as poesias eu consigo externar o impossível. Coisas que se passam dentro de mim que só meu Pai Celestial sabe. Muitas vezes elas saem um tanto... abstratas não é a palavra. Mas alegóricas. Quando as releio, mesmo tempos depois, sei o que estava sentindo, pensando, querendo dizer; mas não sei explicar. Os contos vêm para mim de uma forma a narrar histórias, romances, condensados num espaço de texto muito menor. São narrativas que imagino que julgo não terem potencial para capítulos e mais capítulos, mas que valem a penas serem contadas.



LG: Quais autores que você mais gosta de ler?
AN: Elizabeth Thornton, Anne Gracie, Gayle Wilson (essa é muito boa!), Cora Coralina, Rubem Alves, Erico Verissimo (sempre), Bruna Longobucco.

LG: Qual a sua profissão? Como você concilia sua vida com a vida de escritora?
AN: Sou Escritora. É isso que digo quando me perguntam ou vou responder a uma ficha. Sou formada Pedagoga. Não estou como trabalhando como professora fora por enquanto, pois tenho uma filha de 6 anos que começou a ir para a escola regular esse ano (eu que lecionava a Educação Infantil para ela até então) e uma bebê de 3 meses e acredito que para quem consegue, é maravilhoso ter a mamãe ali por perto, por tempo integral. Um dia pretendo concursar na prefeitura. Mas, por enquanto, já está o ‘ó do borogodó’ achar tempo para escrever tendo as duas.



LG: Como foi a emoção de ter seus livros publicados?
AN: Foi imensa. A melhor parte é o retorno dos leitores e as amizades que vieram em consequência disso! Só depois que publiquei minha primeira obra que me senti realmente uma ‘escritora’.

LG: Quais os seus projetos futuros?
AN: Publicar mais e mais e mais... rs. E inaugurar A Casa de Pedra e Palavra.

LG: Obrigada Aline por ter nos contado um pouco sobre você!
AN: Foi uma alegria!







Deus?
Para mim Aquele que nos amou tanto que enviou seu único filho, aquele que se fez homem, numa expressão de tão inexplicável humildade e amor, que pôde experimentar exatamente tudo que sentimos em nossa situação carnal.

Filhos?
A certeza de que a felicidade não é encontrar alguém que podemos contar para o que der e vier, mas, ser exatamente a pessoa com quem alguém pode contar seja para o que for. Não sei descrever tamanho amor.

Amor?
A única coisa que impediu que a humanidade já tenha entrado em colapso.
É a razão mais verdadeira para que se vive.

Saudade?
Da minha mãe. É duro demais sentir saudade.

Uma lembrança?
Da infância e em como era bom não ter malícia para certas coisas.

Um sonho?
Conhecer os filhos dos filhos de meus filhos, rs.

Uma viagem?
França é meu desejo.

Uma cor?
Todas. Impossível eleger uma só, depois que se ama o arco-íris.

Um livro?
Pollyanna, Eleanor Potter

Um filme?
O Diário de Uma Paixão

Uma comida?
Salmão assado ou grelhado.

Uma bebida?
Suco de uva branca.

Time do coração?
Educação

Uma frase?
"O amor, como a arte, é uma das mais legítimas formas de conhecimento."
Erico Verissimo



Quer saber mais sobre a Aline? 


Livros publicados: O Último Baile do Império, 2009 - Haicai Para Crianças, 2010 - Por Falar em Disputa, 2011
Onde comprar: Pelo e-mail autora@alineteixeira.com

Um comentário:

  1. Obrigadíssima pelo convite... Ficou linda a postagem!!!
    Já vou divulgar!
    Hoje a bibliotecária Monique comentou lá no fórum Setorial de Cultura - Livro, Leitura e Literatura, na Sec. Municpal de Cultura de São José dos Pinhais que havia lido a entrevista aqui no seu blog e havia gostado demais, fiquei muito feliz da vida!

    Parabéns pelo lindo blog e iniciativa de difundir a cultura, literatura e, principalmente, divulgar o trabalho de autoras nacionais!!!
    Tudo de bom para vc,
    um bjo
    Aline

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