março 18, 2012

E viveram felizes para sempre!


Esses dias li uma história que não tinha fim. Quer dizer, a autora finalizou a história, mas, como a vida dos personagens principais não teve um desfecho senti que algo estava faltando. Talvez por eu estar acostumada ao modelo aristotélico de narrativa que é fechado e forma um todo (com início, meio e fim) e que o núcleo da narrativa é o acontecimento, que impulsiona a evolução dos personagens em direção a um objetivo.  


Nem sempre é possível um "Final Feliz" em um história - inclusive nas românticas - como podemos observar em obras de Shakespeare como Otelo e Romeu e Julieta (em que os protagonistas morrem) ou na obra de Hans Christian Andersen, A Pequena Sereia, que na versão original (que não é a da Disney) termina com um sacrifício nobre em que a sereia deve ver seu príncipe amado se casar com outra menina. Apesar de nessas histórias não existir um final feliz, existe um final enfático para a história e os personagens.



A presença de um final feliz é um dos pontos-chave que distingue o melodrama da tragédia. Um final feliz apenas exige que os personagens principais fiquem bem. Milhões de personagens de fundo inocentes podem morrer, mas enquanto os personagens com que o leitor/espectador/público se preocupa sobrevivem, ainda é um final feliz. No padrão de conto de fadas o herói ou heroína tem de enfrentar grandes obstáculos antes de encontrar o seu "Final Feliz" que é sintetizado com a clássica frase "e eles viveram felizes para sempre." Para o leitor, finais felizes são realmente "felizes" quando os personagens que ele ou ela simpatiza são recompensados.



Mesmo que, ás vezes, ele não seja realmente o fim (o livro pode fazer parte de uma série), o final é o ponto em que termina uma narrativa. O "Happy End" neste caso pode ser construído de modo a deixar um caminho aberto para uma sequencia. Enquanto que na conclusão da narrativa o "final feliz" sugere que a vida de todos os "mocinhos" serão preenchidos com alegria e que qualquer aborrecimento que encontrarem no futuro será insignificante.



Acho que essa é a ilusão que os leitores românticos querem encontrar. Ao terminar um de ler um livro, poder acreditar e imaginar aqueles personagens que lhe encantaram  e por quem torceu para superarem os obstáculos tenham realmente encontrado um Final Feliz!


5 comentários:

  1. Concordo plenamente. Recentemente li um romance que foi até bem, mas no terço final a autora forçou demais a barra pros personagens ficarem juntos e felizes, rolou até mãos dadas num jardim florido, ficou piegas demais. Prefiro sempre uma história bem escrita, final feliz nem sempre é o caminho para um fim inteligente na história.

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  2. Detesto livros sem finais felizes. A vida se encarrega dos não-felizes, portanto, pelo menos na ficção, quero ser recompensada. :)

    Vish pra mim! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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  3. Tô com a Carlinha, não gosto de livros que não tenham o famoso felizes para
    sempre, por isso, não gosto de Romeu e Julieta kkk

    Beijos
    Lu - Apaixonada por Romances .

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  4. Detesto livros sem finais felizes. A vida se encarrega dos não-felizes, portanto, pelo menos na ficção, quero ser recompensada. :)

    Vish pra mim! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. [2]

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  5. Eu acho que se a gente se dispõe a ler romance, é pq espera o final feliz né? Se ele não vem é, no mínimo, bem decepcionante!
    Complementando o q a Carla disse, já tem bastante coisa ruim na vida, pra gente sofrer no q deveria se distração, ninguém merece!

    =*

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